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Gabriel D’Annunzio Baraldi

Em matéria do Jornal  Estado de S.Paulo

17 de Julho de 1983

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Pesquisador insiste: Atlântida está sob o Piauí-Brasil

 

Por Leonardo Mourão,

Especial para o

Jornal Estado de São Paulo.

 

Sob as rochas  do Parque Nacional de Sete Cidades, a 26 quilômetros de Piripiri no Piauí  podem estar escondidas as mais importantes  pistas sobre a existência de ATLÂNTIDA, o continente desaparecido. Localizada no mesmo ponto onde há dezenas de milhares de anos se erguia a maior cidade daquele continente. Sete Cidades tem em seu subsolo ruínas de casas e construções onde pode ter vivido parte da extinta civilização Atlante; segundo acredita Gabriele D’Annunzio Baraldi que tenta sensibilizar  autoridades a apoiar uma pesquisa no local.

 

Formado em Filosofia e Letras em Buenos Aires, artista plástico e pesquisador de pirâmides há mais de 15 anos, Baraldi chegou à conclusão de que Sete Cidades tem relação com Atlântida ao examinar, por acaso, um milenar mapa de pedra descoberto por Javier Cabrera Darquea na localidade de Ocucaje, no Peru Neste mapa , segundo acredita Baraldi estão representados os antigos continentes e oceanos que posteriormente com os movimentos sísmicos do globo terrestre, separaram-se dando a atual conformação do planeta.

 

"Nesses mapas estão indicadas claramente a localização de cidades rotas de navegação e outros detalhes", disse Gabriele D’Annunzio Baraldi que identificou, sobrepondo o mapa antigo ao atual, a possível localização de duas dessas cidades uma de tamanho menor que teria sido construída no Nordeste da Argentina no lago Mar Chiquita, província de Córdoba, e a outra , bem maior, no Nordeste brasileiro, em Sete Cidades. A tabulação dos dados fornecidos por estas cartas como um mapeamento mais acurado seriam as primeiras tarefas a serem feitas por Baraldi.

 

Para as operações de escavações no Parque Nacional de Sete Cidades Baraldi espera poder contar com  o auxilio oficial. Convencido de que a região Nordeste do Brasil já foi parte da ATLÂNTIDA, o pesquisador pretende, no futuro, estudar  também as ilhas de Fernando de Noronha e Ascensão "remanescentes da explosão que afundou o Continente".

 

No mapa da pedra descoberto no Peru são representadas figuras triangulares que são, segundo Baraldi, pirâmides que eram utilizadas pelos Atlantes para a produção de energia. "Teria sido, inclusive, a explosão de uma dessas pirâmides a responsável pelo colapso do continente".

 

Para reforçar sua teoria de que essas construções eram utilizadas na obtenção de energia, o pesquisador exibe  algumas estatuetas, de presumidamente dez mil anos de existência que teriam sido moldadas por culturas remanescentes dos Atlantes. Encontradas  em Los Tayos, próximo a Quito, no Equador todas as estatuetas trazem desenhos de pirâmides em seus corpos e, quando sopradas, emitem assobios de tons variados.

 

"Esses sons tinham certamente um significado que desconhecemos e, o mais curioso; é que por mais que escultores tenham reproduzido essas estatuetas, imitando fielmente seus traços, não conseguiram fazer com que elas emitissem som, isso mostra que elas foram feitas com uma técnica superior à nossa".

 

SERIA SÓ UMA INVENÇÃO DE PLATÃO?

 

Em apenas um dia e uma noite todo um continente, tão grande quanto à Líbia e Ásia juntas, habitado por milhões de pessoas de uma adiantada civilização afundou sob enormes ondas do oceano Atlântico.

 

Todos seus moradores se afogaram e foram destruídas para sempre, as cidades, estradas e plantações restando no local, apenas lodaçais que dificultavam a navegação. Essa é a lenda de Atlântida, o continente perdido, uma história repetida há milhares de anos por todas as culturas registradas em mapas medievais dos séculos XIV e XV e inspiradores de dezenas de expedições à procura de seus  vestígios.

 

Um dos maiores difusores da história de Atlântida foi Platão que, em sua obra Timeu, relatou a existência de um continente "de guerreiros fortes e corajosos " que começava nas Colunas de Hércules (Estreito de Gibraltar). Platão relatou uma sociedade avançada científica e filosoficamente chegou a pormenores quanto as riquezas do Continente:  ouro, cobre, prata e estanho. Nas cidades dos Atlantes existiriam templos, palácios, canais e jardins e na capital daquela civilização um palácio real, com tetos de marfim e estátuas de ouro que era protegido por um fosso artificial de 1.800 quilômetros de extensão. Para defender tal império havia dez mil carros de combate. 1,200 navios, 240 mil cavalos e um exército de 1,2 milhões de soldados.

 

ATLÂNTIDA, que teria existido 9 mil anos antes do nascimento de Sólon, ou seja, há 12 mil anos, provocou controvérsias entre sábios e estudiosos. Repudiada por alguns como uma mera invenção de Platão para ilustrar suas teorias sociais e admitida por nomes como Montaigne, Voltaire e De Baer, que tentou relacionar a destruição do Continente com o desaparecimento de Sodoma e Gomorra, a história persiste até hoje causando controvérsias e longas discussões.

 

Tratada com cautela por publicações científicas e renomadas enciclopédias, poucos são os que desautorizam qualquer veracidade a existência de um Continente, ou grande massa de terra, que afundou no oceano vítima de um cataclismo. A respeitada Enciclopédia Britânica em sua 11ª edição considera ser "impossível decidir-se se a lenda (de Atlântida) é fruto da invenção de Platão ou se baseia em fatos dos quais não resta qualquer registro para a posteridade".

 

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